GOLPISTAS USAM NOME DOS CARTÓRIOS DE PROTESTOS PARA TIRAR DINHEIRO DE CONSUMIDORES

Atualizado: 19 de jan.

Os funcionários do Tabelionato de Protestos dos Registros Públicos Encruzilhada do Sul depararam-se com uma situação inusitada na manhã desta quarta-feira (19). A surpresa aconteceu quando uma pessoa procurou o local para saber de um Título de Protesto que ela havia recebido e a dívida já estaria paga.


No momento de confirmar o pagamento, foi visto que a pessoa havia sido vítima de um golpe e que o documento de cobrança utilizado para pagar o valor em aberto não foi emitido pelo Cartório de Protesto de Encruzilhada do Sul. Mediante ao acontecido, o Tabelião Thiago Vargas alerta sobre esse novo golpe que está sendo aplicado.



Vargas explica que o Cartório de Encruzilhada tem intimador, que procura a pessoa pessoalmente para entregar um boleto bancário. De acordo com o relatado pelas vítimas, os golpistas entram em contato pelo telefone, enviam um documento emitido supostamente pelo Tabelionato de Protestos de Porto Alegre e o valor é solicitado via Pix. Os dados são retirados da internet para dar veracidade a ação.


O Tabelião adverte ainda que o Tabelionato de Protesto não efetua contato por telefone ou e-mail para cobrança de valores. Todos os contatos são feitos pessoalmente com os usuários pelo intimador ou no balcão do cartório de Protesto, na hipótese de comparecimento voluntário.


“Após realizar o pagamento aos golpistas a pessoa ainda segue com a dívida e vai acabar pagando duas vezes. Fica o alerta desse novo golpe e quando receber qualquer Título de cobrança do Cartório de Protesto, antes de pagar procure o Cartório de Encruzilhada ou entre em contato pelo telefone (51) 3733-1325, para se certificar da autenticidade da cobrança antes de sofrer o prejuízo”, alerta o Tabelião Thiago.


Quem cair no golpe ou recebeu o documento dos criminosos deve procurar a Delegacia de Polícia e registrar ocorrência. Até o momento três pessoas já reclamaram terem caído no golpe.


Essa imagem é o boleto que os falsificadores estão usando para protestar os consumidores, modelo do Cartório de POA.

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