JÚRI DE MULHER QUE CONFESSOU TER DOPADO E QUEIMADO VIVO O MARIDO ACONTECE HOJE EM CAMAQUÃ

O julgamento da agricultora Elizamar de Moura Alves, de 36 anos, acusada de dopar e queimar vivo o próprio marido, na zona rural de Dom Feliciano, deve acontecer nesta quarta-feira (27), no Fórum da Comarca de Camaquã. O crime ocorreu em 15 fevereiro de 2021, na localidade de Colônia Nova, onde a ré vivia com a vítima e os dois filhos frutos da união.


O caso ganhou repercussão em maio do ano passado, após a mulher ser presa preventivamente e confessar a autoria do assassinato. Primeiramente, Erni Pereira da Cunha, de 42 anos, foi dado como desaparecido. A acusada, inclusive, chegou a registrar ocorrência sobre o desaparecimento na Delegacia de Camaquã. Todavia, a polícia passou a desconfiar de Elizamar por conta de várias informações de depoimentos dela que não coincidiam.


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No decorrer da investigação, as autoridades descobriram que a acusada havia pesquisado na internet, um dia antes do crime, sobre como matar uma pessoa utilizando veneno. O casal estava junto há 21 anos e tinha dois filhos - um rapaz de 20 e uma adolescente de 16 anos. A mulher declarou que, após dopar o companheiro, ela arrastou o homem, ainda com vida, para a estufa de tabaco, que fica nos fundos da propriedade do casal. Nisso, colocou o corpo na fornalha, onde ele ficou queimando por três dias. Laudos do Instituto-Geral de Perícias (IGP) de Pelotas encontraram fragmentos de ossos na fornalha. A polícia chegou a prender preventivamente o filho mais velho por suspeita de participação no crime. Mas, depois de alguns dias no Presídio Estadual de Camaquã, ele foi liberado por falta de provas. A mulher alega que agiu sozinha.


Elizamar está detida na Penitenciária Estadual Feminina de Guaíba, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Ela é ré por homicídio duplamente qualificado, ocultação de cadáver e falsidade ideológica. As agravantes apontadas no processo são: recurso que impossibilitou a defesa da vítima (por ela ter dopado o marido), e emprego de meio cruel (por ter queimado o homem vivo). A denúncia foi ingressada no Ministério Público (MP) em junho do ano passado.


O Tribunal do Júri está marcado para as 9 horas e será presidido pelo juiz Daniel de Souza Fleury. Representando o MP, atuará o promotor Francisco Saldanha Lauenstein. Já a defesa é composta pelos advogados Marcos Antônio Hauser, Mikaela Schuch e Igor Roberto Freitas Garcia. Eles alegam que Elizamar sofria agressões e ameaças do marido. Porém, de acordo com a polícia, não havia nenhum registro de violência doméstica contra o homem. Mas os filhos confirmaram as agressões e ameaças durante depoimento. Outras possíveis motivações para o crime foram apontadas, como o fato de que Erni costumava beber, e a descoberta de que ele mantinha um caso extraconjugal. No total, serão ouvidas seis testemunhas: três de defesa e três de acusação.

Fonte: Blog do Juarez

Foto: Divulgação/Polícia Civil/Blog do Juarez


 

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