MULHERES SE DESTACAM A FRENTE DE CARGOS DE GERÊNCIA BANCÁRIA

Para encerrar o mês de março, mês em que comemoramos o Dia Internacional da Mulher, o Jornal do Sudeste traz a vocês leitores e simpatizantes desse semanário, uma entrevista com duas mulheres corajosas, de fibra, guerreiras e determinadas.

Mulheres que estão à frente da gerência de duas agências bancárias de renome no município, Vanessa Tassinari Ragazzon gerente da agência do Banco do Brasil e Andressa Heck Ribeiro gerente da agência do Banrisul.


VANESSA TASSINARI RAGAZZON – GERENTE BANCO DO BRASIL

Vanessa Tassinari Ragazzon está na gerência geral da agência do Banco do Brasil de Encruzilhada do Sul desde o dia 23 de setembro de 2019. Natural de São Francisco de Assis / RS, Vanessa antes de vir para Encruzilha, estava trabalhando na gerência da agência no município de Passo do Sobrado aonde atuou por 3 anos.

Vários fatores motivaram Vanessa a aceitar o convite de gerenciar a agência de Encruzilhada do Sul. “Entre as agências com vaga, para as quais eu recebi o convite, me interessei por Encruzilhada por ser cidade do interior e com vocação Agro (e eu gosto muito de trabalhar neste mercado), um município em desenvolvimento e com oportunidades surgindo e também por proximidade com Santa Cruz do Sul, onde meu marido trabalha, para estar relativamente perto da família”, explicou a gerente do Banco do Brasil.



Perguntamos a Vanessa quais os benefícios de ser mulher ao assumir um cargo de gerente bancário? Quais os principais desafios?

Eu acredito que a mulher tem um dom muito especial em organização e liderança. Todas nós, mulheres, ao longo das nossas vidas desenvolvemos habilidades de liderança, no lar, com os filhos, com a família... aprendemos a ser resilientes e multitarefas. Também penso que temos um lado sensível. Tudo isso, aliado a qualificação profissional torna a mulher uma grande líder.

Como dificuldade, acho que ainda, em alguns aspectos existe uma descrença ou dúvida quanto a competência das mulheres nos cargos de liderança.

É como se sempre precisássemos mostrar nosso valor. E outra dificuldade é conciliar a vida profissional com a família. Muitas vezes o papel de gestora exige morar em outras cidades, ausentar-se para reuniões e cursos, reduzindo o tempo com a família.


Você já ouviu alguma frase machista a respeito do seu cargo profissional? Como você reagiu e/ou costuma reagir?

Uma vez, um senhor queria falar com o Gerente. Eu me apresentei para atendê-lo e ele perguntou várias vezes, mas é "gerente, gerente mesmo". Eu confirmei que sim. Daí ele me disse: Mas no meu tempo, mulher nem votava. E agora a senhora é gerente? ". Eu não fiquei chateada. Consegui perceber que pra ele, de fato, foi surpreendente. Ele não teve intenção de ofender ou discriminar. Foi a realidade que ele sempre viveu. Terminei o atendimento dele e desde aquele dia, ele sempre que vinha à agência procurava por mim.

No final deu tudo certo.


Você acha que é mais fácil para um homem ocupar um cargo de gestão do que para uma mulher? Porquê?

Acho que sim. A sociedade está mais acostumada a ver homens em cargos de gestão. E ainda hoje, para a mulher, muitas vezes existem as barreiras da desconfiança, dúvida sobre a competência e a capacidade da mulher. E também a questão da família. Muitas mulheres brilhantes abrem mão da carreira profissional para estar mais próximas da família.


Em que exemplo (s) feminino (s) você se inspira para exercer sua função profissional?

Primeiramente, quando penso em uma mulher que me inspira, penso na minha mãe. Uma mulher simples, do interior, que estudou apenas até a segunda série. Mas que me ensinou regras fundamentais de caráter, responsabilidade, honestidade e respeito. É minha maior inspiração.

Mas temos muitas mulheres que se destacam. Sugiro um olhar para Rachel Maia, uma das executivas de maior prestígio no Brasil e exterior. Mulher brasileira, negra, de origem humilde que foi CEO da sua própria vida. Lançou um livro chamado: Meu caminho até a cadeira número 1.


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O que falta para mais mulheres conquistarem posições de destaque no mercado de trabalho?

São vários fatores. Às vezes, faltam as oportunidades. Mas também falta a mulher olhar para si com coragem. Não ter medo do desconhecido, da rejeição, dos nãos que a vida dá. Acho que o medo de falhar pode ser paralisante. Nós mulheres precisamos acreditar no nosso potencial e lutar pelo que sonhamos. Precisamos nos qualificar, estudar, ler, aprender sempre para estarmos preparadas quando a oportunidade chegar. Devemos persistir sempre e não desistir no primeiro obstáculo, nem no segundo...


Uma mensagem para as mulheres não desistirem dos seus objetivos e seguir em frente atrás dos seus sonhos.

Eu diria, tenha coragem. Coragem de buscar seus sonhos e acreditar no seu potencial. Mas nada vem de graça. Estude, aprenda e se atualize, pois o mundo muda cada vez mais rápido. Se dedique ao que de fato importa pra você. Não o que os outros querem. Mas aquilo que lá no fundo, faz seu coração pulsar. E então vá em busca do seu sonho. Grande ou pequeno, mas não desista.


ANDRESSA HECK RIBEIRO – GERENTE BANRISUL

Andressa Heck Ribeiro está na gerência geral da agência do Banrisul de Encruzilhada do Sul desde o dia 1º de janeiro de 2021. Natural de Porto Alegre / RS, Andressa antes de vir para Encruzilha, exercia o cargo de gerência na agência Victor Graeff - 3 anos e 4 meses e na agência Mostardas - 3 anos e 2 meses.

Andressa aceitou o convite de vir gerenciar a agência do Banrisul de Encruzilhada por ser um desafio de liderar a equipe da agência e prestar o melhor serviço à nossa comunidade.


Perguntamos a Andressa quantos anos atua no ramo bancário? Em que setor começou e como chegou a gerência?

Meu primeiro contato com a atividade bancária foi como estagiária no Banrisul em 1998.

Em 2007 fui chamada no concurso do Banrisul no cargo de escriturário. No Banrisul iniciei atuando como plataformista (atendimento pessoa física), atuei como operadora de negócios, após fiz processo seletivo interno para atuar na função de Gerente de Negócios para atendimento pessoa jurídica e em 2014 assumi minha primeira gerência geral na agência de Victor Graeff.


Quais os benefícios de ser mulher ao assumir um cargo de gerente bancário? Quais os principais desafios?

O benefício é que nós mulheres temos mais sensibilidade. O principal desafio é se reinventar diariamente para realizar uma gestão de qualidade.


Você já ouviu alguma frase machista a respeito do seu cargo profissional? Como você reagiu e/ou costuma reagir?

Claro que sim! Sempre tenho uma reação bem -humorada não dando importância ao fato, pois não é o meu gênero que define o meu trabalho, mas sim a qualidade do mesmo.


Você acha que é mais fácil para um homem ocupar um cargo de gestão do que para uma mulher? Porquê?

Na atualidade, o que define a facilidade ou não de "fazer gestão " não é o gênero do ocupante do cargo, mas sim a competência do mesmo.


Em que exemplo (s) feminino (s) você se inspira para exercer sua função profissional?

Eu me inspiro muito na minha Vó Odit, mulher honesta, guerreira e que se importava o tempo todo com a sua família, me ensinou a importância da lealdade, de falar a verdade cuidar das pessoas, e a minha equipe é como uma família pra mim a " família Banrisul “, assim como cada cliente que eu atendo, sempre agindo com empatia e generosidade. Ela me ensinou a ser grata pelo trabalho que tenho, e sempre fazer o meu melhor.

São ensinamentos que minha Vó sempre me passou ao longo da nossa convivência.


O que falta para mais mulheres conquistarem posições de destaque no mercado de trabalho?

Acreditarem no seu potencial!


Uma mensagem para as mulheres não desistirem dos seus objetivos e seguir em frente atrás dos seus sonhos.

Mulheres da comunidade de Encruzilhada do Sul, nós somos capazes de conquistar tudo que quisermos, basta acreditarem no potencial de vocês! É acordar pela manhã, se olhar no espelho e falar pra si mesma: EU POSSO!


 

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